Mas durante o exame da 12ª semana de gestação, o médico informou aos pais que o bebê tinha uma má formação, que a calota craniana não havia se fechado e que o diagnóstico era de encegalocele occipital, entre outras questões.
“Parecia que havia perdido o chão. Uma tristeza profunda tomou conta do meu coração e tudo parecia uma mentira”, contou Simone ao site Sempre Família.
Ao descobrirem que era um menino, eles decidiram pelo nome Lucas, que significa luz, e assim começou a luta do casal diante dos diagnósticos que chegaram em seguida: além da má formação cerebral, uma agenesia renal, espinha bífida e microcefalia.
Familiares e amigos oraram pela situação e fortaleceram Simone e seu esposo durante todo o tempo.
“Foram nove meses em que pude amar e lutar pelo ‘Luquinhas’. Eu ficava angustiada às vezes, ouvindo que ele seria incompatível com a vida, mas pedia a Deus que fizesse o melhor para ele”, conta Simone. “Claro ouvi de algumas pessoas que era melhor abortar, mas ignorei. Jamais faria isso”.
Ela precisou ser internada para tomar anticoagulante e durante os exames, o médico percebeu coágulos próximos à virilha, sendo que um deles tinha uma extensão grande e estava em uma artéria próxima ao coração, mas não era possível saber o tamanho exato por conta do bebê.
“Ele me disse com essas palavras: ‘Seu bebê é quem te salvou, pois a gravidez fez pressão e impediu que o coágulo se deslocasse. No estágio em que você está poderia ser fatal a qualquer momento'”.
O médico vascular não sabia que o bebê tinha diagnóstico de má formação e que ela muitas pessoas a aconselharam interromper a gestação. Se ela tivesse ouvido esses conselhos, não teria sobrevivido à enfermidade.





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