A Secretaria Estadual de Saúde (SES) confirmou, nesta terça (8), a
terceira morte de um paciente com o vírus da gripe H1N1 em Pernambuco em
2018. Um exame constatou a presença da influenza em um homem de 41
anos, que morreu em Palmares, na Zona da Mata Sul do estado, no dia 2 de abril.
Ele morava em Barreiros,
também na Zona da Mata Sul de Pernambuco, mas morreu no Hospital
Regional de Palmares. Ele foi internado em 13 de março, mesmo dia em que
teve notificada a síndrome respiratória aguda grave (Srag).
Essa confirmação do terceiro óbito ocorre menos de uma semana após a pasta ratificar a segunda morte no estado neste ano de uma paciente que tinha o vírus: uma idosa de 74 anos que morreu em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife. O primeiro óbito, confirmado no fim de abril, foi de um homem de 45 anos no bairro dos Coelhos, no Recife.
Diferente dos dois primeiros casos, o paciente que morreu em Palmares
não apresentava comorbidade, que é a existência conjunta da doença com
um quadro clínico que pode agravá-la. Apesar disso, de acordo com a SES,
continua a investigação sobre se foi o vírus da gripe H1N1 que provocou
a morte do homem de 41 anos.
No período entre janeiro de 2018 e o dia 28 de abril deste ano, a SES
contabilizou, além das três mortes, 452 casos de síndrome respiratória
aguda grave, com 14 resultados positivos para influenza A (H1N1) e dez
para influenza A (H3N2).
O número representa uma diminuição de 30,4% em comparação com o mesmo
período de 2017, quando foram registrados 650 adoecimentos, sendo 62
para influenza A (H3N2), oito de influenza B, três de vírus sincicial
respiratório (VSR) e um da parainfluenza 1.
Mortes com H1N1
Na quarta-feira (2), foi confirmada a presença do vírus H1N1 em uma idosa de 74 anos, que morreu em 17 de abril, mesmo dia em que ela teve notificada a Srag.
A mulher morava em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, e faleceu
no Hospital Jaboatão Prazeres. Segundo a SES, ela tinha diabetes e, por
isso, a comorbidade pode ter agravado a síndrome.
No dia 26 de abril, um exame deu positivo para H1N1 em um homem de 45 anos, que estava internado no Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip),
no bairro dos Coelhos, na região central do Recife. Ele, que teve a
síndrome respiratória aguda grave notificada no dia 16 de abril, faleceu
no dia 24 de abril.
Amostras foram coletadas para realizar análises pelo Laboratório
Central de Pernambuco (Lacen), que confirmou que o paciente havia
contraído a gripe H1N1. Como ele também tinha comorbidade, o caso segue
sob investigação pela SES, pela unidade de saúde e pela Secretaria de
Saúde do Recife.
Boatos
As secretarias de Saúde do Recife e de Pernambuco desmentiram boatos que circulam nas redes sociais, de que, até abril de 2018, quatro pessoas teriam morrido vítimas da gripe transmitida pelo vírus do subtipo H3N2 no estado. (Veja vídeo acima)
Vacinação
No Recife, 170 postos de saúde fixos ficam abertos
das 8h às 17h para vacinar os pacientes dos grupos considerados
prioritários. Segundo a Secretaria de Saúde do Recife, têm prioridade
para a vacinação crianças de seis meses a cinco anos, gestantes e
mulheres no período pós-parto. Também devem ser imunizados os maiores de
60 anos e profissionais das redes pública e privada de educação e de
saúde.
Integram ainda o grupo prioritário pessoas de 12 a 21 anos de idade sob
medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários
do sistema prisional, além de portadores de doenças crônicas não
transmissíveis e outras condições clínicas especiais, como os casos em
que o paciente tem duas ou mais doenças simultâneas.
A campanha de vacinação segue até o dia 1º de junho. Em Pernambuco, a
expectativa é imunizar 90% dos 2,3 milhões de pessoas que integram os
grupos prioritários. O Dia D contra a influenza está marcado para sábado
(12).
Dicas de prevenção
- Lavar as mãos com água e sabão frequentemente (principalmente antes de consumir algum alimento, tocar os olhos, nariz ou boca e após tossir, espirrar ou usar o banheiro).
- Ao tossir ou espirrar, cobrir o nariz e a boca com lenço descartável. Após o uso, descartá-los em lixeiras.
- Na ausência de um lenço, usar o ombro ou antebraço interno como barreira ao tossir ou espirrar.
- Não compartilhar alimentos, copos, garrafas, toalhas e objetos de uso pessoal.
- Manter os ambientes ventilados, com portas e janelas abertas, para favorecer a circulação de ar.
- Pessoas com gripe/resfriado devem evitar ambientes fechados e aglomerados, assim como contato direto com outras pessoas (abraço, beijo, apertos de mão, etc).
- Fonte: G1






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