Como parte das comemorações pelo Dia
Mundial do Meio Ambiente, a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do
São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) promoveu, nesta quarta (6), um
peixamento simbólico na Orla de Petrolina (PE), com inserção de 40 mil
alevinos. O evento, que fez parte da programação da 6ª Semana do Meio
Ambiente promovida pela 3ª Superintendência Regional (SR) da Codevasf,
foi realizado em parceria com a Prefeitura de Petrolina e contou com a
presença de estudantes das escolas municipais Maria Soledade Alves e
Eduardo Campos.
Os 33 mil curimatãs e 7 mil pacamãs
inseridos no rio São Francisco são frutos de trabalho realizado no
Centro Integrado de Recursos Pesqueiros e Aquicultura de Bebedouro. De
acordo com o engenheiro de pesca e chefe do centro, Rozzanno Figueiredo,
há boas perspectivas para 2018 – tudo isso graças às chuvas que
ocorreram no Sertão pernambucano no primeiro semestre e, também, ao novo
contrato que permitiu à Companhia contratar uma nova equipe de atuação.
A perspectiva é que haja uma produção de mais de 2 milhões de alevinos
para este ano, vinte vezes mais do que a quantidade produzida em 2017.
A produção do Centro Integrado de
Bebedouro é baseada em alevinos para recomposição da ictiofauna da bacia
do Rio São Francisco, povoamento de açudes, reservatórios e aguadas,
fomento da piscicultura e pesquisas na área de abrangência da Codevasf
em Pernambuco. De acordo com Rozzanno, a Companhia tem feito diversos
peixamentos no Velho Chico com espécies nativas do rio. “Atualmente,
nós produzimos as espécies piau, curimatã, pacamã, tilápia e tambaqui.
No ano de 2019, temos a expectativa de produzir pirá e matrinchã”, explicou.
Muitas dessas espécies são apreciadas no
mercado gastronômico local. Por isso, agricultores buscam a Companhia
para receber e produzir peixes em seus açudes. É o caso de Geodavo de
Souza, do município de Dormentes, que acaba de povoar açudes de sua
região com peixes produzidos no Centro. “Em Dormentes, temos alguns
açudes que estão com água, pois choveu bastante nesses primeiros meses
do ano. Com a ajuda da Codevasf, nós colocamos diversos peixes nesses
locais e, agora, poderemos incrementar nossa renda com a comercialização
desses animais”, conta.
Expectativa
A expectativa para 2018 é de que mais de
100 pequenos açudes recebam peixes produzidos pelo centro. Há mais de
30 anos, a Codevasf faz esse trabalho de repovoamento de espécies de
peixes em todo o Vale do São Francisco, por meio de sete Centros
Integrados de Recursos Pesqueiros e Aquicultura distribuídos em cinco
estados de sua área de atuação. As informações são da assessoria da 3ª
SR Codevasf.






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