Após uma semana com a pauta dominada pelas demandas dos caminhoneiros,
Câmara e Senado devem manter ainda as atenções voltadas para a
categoria. A partir desta terça-feira (5), os deputados federais se
preparam para votar o projeto de lei que regulamenta o transporte
rodoviário de cargas no país (PL4860/16).
No texto do deputado Nelson Marquezelli (PTB-SP), aprovado pela
comissão especial sobre o tema, são estabelecidas formas de contratação
dos transportadores autônomos, de cooperativas ou empresas, regras
para segurança nas estradas e normas para contratação de seguros em caso
de acidentes, perda de mercadoria e até furtos e assaltos.
Marzquezelli propõe ainda a criação do vale-pedágio, mecanismo de
pagamento automatizado que será obrigatório. Além disso,
torna obrigatória a inspeção de segurança veicular de todos os veículos
de carga, com maior frequência quanto mais velho o veículo.
Acordo
As seis medidas provisórias (MPs) editadas como parte do acordo
firmado entre o governo federal e caminhoneiros também devem ter
instaladas suas respectivas comissões mistas de deputados e senadores.
Na relação de medidas está a 832/18,que institui a Política de Preços
Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas. Editada sob o argumento de
promover condições razoáveis à realização de fretes no território
nacional, ela já enfrenta resistência do Conselho Administrativo de
Defesa Econômica (Cade).
Há ainda a 833/18, que altera a Lei dos Motoristas (Lei 13.103/15)
para estender para as rodovias estaduais, distritais e municipais a
dispensa de pagamento de pedágio do eixo suspenso de caminhões, uma das
principais reivindicações dos grevistas.
As medidas provisórias 836, 838 e 839/18 também aguardam votação. Com
elas, o governo pretende compensar os gastos que serão gerados pelo
acordo, que inclui a redução dos tributos sobre o óleo diesel.
Após serem discutidas nas respectivas comissões mistas, as medidas
provisórias precisam ser apreciadas pelo plenário da Câmara e depois
pelo do Senado.
O prazo de vigência de uma medida provisória é de 60 dias,
prorrogáveis uma vez por igual período. Se não for aprovada no prazo de
45 dias, contados da sua publicação, ela passa a trancara pauta do
plenário da Casa em que se encontrar (Câmara ou Senado) até que seja
votada.
*Com informações da Agência Câmara
segunda-feira, 4 de junho de 2018
Senadores e deputados mantêm nesta semana atenção sobre caminhoneiros
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