Em busca da renovação do mandato nas
eleições 2018, o governador de Pernambuco Paulo Câmara (PSB) ganhou um
estímulo a mais, em meio às duras críticas que sua gestão vem recebendo
nos últimos três anos. Uma ferramenta inédita lançada pela Folha de São
Paulo e o Instituto Datafolha mostra quais Estados entregam mais
educação, saúde, infraestrutura e segurança à população, utilizando o
menor volume de recursos financeiros.
O REE-F (Ranking de Eficiência dos
Estados – Folha) considera 17 variáveis agrupadas em 6 componentes para
calcular a eficiência na gestão dos 26 estados e detalha ainda a
situação das finanças de cada um deles.
Numa escala de 0 a 1, cinco Estados
ultrapassam 0,50 e, por isso, podem ser considerados “eficientes”: Santa
Catarina, São Paulo, Paraná, Pernambuco e Espírito Santo. Outros seis
mostram “alguma eficiência” no uso de seus recursos e os demais 15 podem
ser considerados “pouco eficientes” ou “ineficientes”.
A partir do cruzamento com a atividade
econômica dos estados, o REE-F mostra que aqueles que mantêm ou que
ampliaram sua base industrial e de serviços na composição do PIB
(Produto Interno Bruto), com impacto positivo na arrecadação de
impostos, tendem a ser mais eficientes. Já os que têm a agricultura, a
administração pública e os repasses da União como principais fontes de
receita se saem pior.
ONU
Além de mostrar correlação com o IDH
(Índice de Desenvolvimento Humano) da ONU, o REE-F revela que altas
taxas de mortalidade infantil e homicídios são os sinais mais fortes da
ineficiência de um estado. E que aqueles que possuem receita per capita
maior não são necessariamente os com melhor desempenho. O trabalho traz
ainda um amplo panorama das dificuldades dos estados, com a queda na
receita e investimentos na crise econômica, e a explosão das despesas
com o aumento do funcionalismo ativo e inativo.





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