Se o primeiro turno da eleição à
Presidência da República fosse hoje, os candidatos do PSL, Jair Bolsonaro, e
Ciro Gomes, do PDT, estariam no segundo turno. É o que aponta a pesquisa do BTG
Pactual, realizada pelo Instituto FSB Pesquisa, divulgada, nesta segunda-feira,
10. De acordo com os números da pesquisa estimulada, Bolsonaro tem 30% de apoio
dos eleitores, seguido de Ciro Gomes, com 12%. Empatados, com 8%, disputando o
terceiro lugar, aparecem Marina (Rede), Geraldo Alckmin (PSDB) e Fernando
Haddad (PT).
A pesquisa, realizada nos dias 8
e 9 deste mês nas 27 unidades da Federação, ouviu, por telefone, 2.000
eleitores e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) BR-01522/2018.
Os números apontam ainda que, entre os eleitores entrevistados, 13% não
votariam em nenhum dos candidatos, 3% votariam em branco ou anulariam o voto,
7% não souberam responder e 1% não quis responder.
Confira os números de intenção de
votos no cenário estimulado
– Jair Bolsonaro
(PSL) - 30%
– Ciro Gomes (PDT) -
12%
– Marina Silva (Rede)
- 8%
– Geraldo Alckmin
(PSDB) - 8%
– Fernando Haddad
(PT) - 8%
– João Amoêdo (Novo)
- 3%
– Alvaro Dias
(Podemos) - 3%
– Henrique Meirelles
(MDB) - 3%
– Guilherme Boulos
(PSOL) - 1%
– Cabo Daciolo
(Patriota) - 1%
– Outros - 0%
– Não votaria em
ninguém - 13%
– Brancos e nulos -
3%
– Não sabe - 7%
– Não respondeu - 1%
Cenário espontâneo - No
cenário espontâneo, Jair Bolsonaro parece ter se “beneficiado” do ataque à faca
da última quinta-feira, 6, e teve um forte aumento nas intenções de voto, no
cenário espontâneo. Na contramão, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), que teve sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE),
na madrugada do último dia 1º, despencou nas intenções de votos no cenário
espontâneo.
Na pesquisa espontânea, a
intenção de voto de Bolsonaro passou de 21% para 26%, de uma semana para outra,
enquanto neste último levantamento apenas 12% votariam em Lula, ante 21% da
pesquisa anterior. Ciro Gomes (PDT) foi de 4% para 7%, alta acima da margem de
erro, enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede) se mantiveram em
3%, mesmo percentual de João Amoêdo (Novo) e de Fernando Haddad (PT).
Voto “definitivo” - Os
eleitores de Bolsonaro também são aqueles cuja certeza do voto é maior. Para
78% deles, a decisão de voto é definitiva, sendo seguido pelos de Haddad (68%),
Alvaro Dias (62%), Amoêdo (59%), Ciro (58%), Alckmin (49%), Boulos (40%),
Marina (37%) e Meirelles (24%). Vale destacar que 55% dos que disseram votar
branco/nulo apontaram ter certeza do seu voto.
O apoio de Lula a Haddad também
mostrou uma certa estabilidade em sua importância. O número de pessoas que não
votaria de jeito nenhum em Haddad caso Lula apoiasse o ex-prefeito paulistano
oscilou dentro da margem de erro, de 61% para 63%, enquanto o número dos que
votariam com certeza foi de 19% para 20%. Os que poderiam votar oscilou para
baixo, de 14% para 12% de uma semana para outra.





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