O município de Remanso, no norte da
Bahia, tem a gasolina mais cara do Estado. O preço chega a R$ 5,45 por
litro, segundo informações do G1-BA. Atrás de Remanso fica a cidade de
Porto Seguro, região sul, onde o valor é de R$ 5,39. Em Barreiras, no
oeste da Bahia, o litro da gasolina sai a R$ 4,99, o mesmo registrado em
Vitória da Conquista, na região sudoeste.
Em Feira de Santana, maior cidade do
inteiro baiano, a gasolina sai a R$ 4,87, enquanto em Salvador a
gasolina chegou à média de R$ 4,99. Em Juazeiro, principal cidade do
norte do Estado, a gasolina comum está em torno de R$ 5,00, enquanto a
aditivada custa R$ 5,34. Em todas essas cidades o litro da gasolina está
acima da média apontada pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), que é
de R$ 4,73.
O economista Antônio Carvalho explica que o aumento dos combustíveis é superior a todas as taxas de inflação que do período. “Nós
temos um aumento acumulado de 20,36%. É maior do que qualquer taxa de
inflação acumulada no período. Esse aumento certamente impacta na renda
das famílias, e isso vai reduzir o consumo de outros itens. Esse preço é
repassado para todos os produtos, porque tudo depende de combustível
para ser produzido e distribuído“, ponderou ele.
Segundo Antônio Carvalho, os gastos que
geram o aumento do produto não são justificados porque a Bahia tem uma
refinaria. Ele detalha também os impostos que são adicionados ao valor
da refinaria, preço que é repassado para o consumidor.
“Nós temos uma refinaria no estado
da Bahia, então não justifica gastos com distribuição. Hoje, o preço
praticado pela Petrobras na refinaria é de R$ 2,25. Mas a diferença
entre R$ 2,25 e R$ 4,73 é enorme, porque nós temos os impostos federais
que equivalem a 16%, 28% de ICMS, o imposto estadual, um valor
adicionado pelo etanol que é misturado à gasolina e uma diferença
cobrada pelas distribuidoras e postos“.
Desde outubro de 2016 a venda de combustível deve acompanhar o valor do produto. O que inclui repassar a variação cambial. “O
grande problema é a política brasileira adotada para a composição do
preço do combustível, onde os impostos representam mais do que todos os
gastos de quem explora, pesquisa, produz e distribui“, disse o economista. (Fonte: G1-BA)





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