Pernambuco teve, em 2018, 190 ataques a
bancos, correspondentes bancários, bancos postais e carros-fortes. O
balanço foi realizado pelo Sindicato dos Bancários, que divulgou os
números na manhã desta quarta-feira (9) no Recife. A capital do Estado
lidera o ranking geral de cidades mais atingidas, sofrendo 20 ataques no
ano passado.
Segundo o sindicato, o alvo maior foram
agências do Banco de Brasil (BB), que sofreram ano passado 43 investidas
– 14 a mais do que em 2017.
Em compensação, o número de ataques
contra outras agências bancárias diminuíram, a exemplo do Banco
Bradesco, caindo de 54 para 39, quando comparado ao mesmo período em
2017. Segundo o secretário de Assuntos Jurídicos do Sindicato dos
Bancários, João Rufino, essa diminuição de ataques a alguns bancos, como
o Bradesco, deve-se a uma migração dos criminosos para outras agências
bancárias.
“Muitas vezes as agências que sofrem
com a ação dos criminosos, como as explosões, não são reabertas. As
Agências do Banco Bradesco são um exemplo disso, por isso os criminosos
buscam outro alvo em funcionamento“, explicou.
A presidente do Sindicato dos Bancários,
Suzineide Rodrigues, falou também que essa migração dos criminosos não
se limita apenas de um banco para o outro. Segundo ela, está havendo uma
interiorização das ações criminosas. “Houve um avanço nas condições
de segurança nos bancos da Região Metropolitana, isso fez com que os
bandidos descobrissem as falhas de segurança no Interior”, explicou. Ela ressalta também que o efetivo policial muitas vezes não é o suficiente. “Muitas vezes as delegacias só têm um carro de policia e dois policiais. Eles vão fazer o que em caso de ataques?“, completou.
Ranking
Caruaru, no Agreste, lidera o ranking
das cidades atingidas na região, com 10 ações a bancos em 2018. No
total, o Agreste sofreu um aumento de 37% quando comparado com 2017.
Segundo o Sindicato, 60 agências no
Interior do Estado precisaram ser fechadas devido à depreciação deixada
após as investidas criminosas, 12 delas ainda não foram reabertas ou
estão funcionando sem numerário. Ainda segundo eles, essa condição faz
com que o crescimento econômico dos municípios não tenha um bom
desempenho.
“Sem a presença de um banco nas
cidades, muitas vezes ocorre uma migração dos consumidores para outros
municípios, pois lá eles encontrarão agências bancárias em
funcionamento. Estando em outro local, esse mesmo consumidor realiza
suas compras lá. Isso prejudica a economia local de onde ele [o
consumidor] reside”, explicou Rufino.
O Sindicato dos Bancários de Pernambuco
prometeu cobrar providências do governo do Estado e apresentar propostas
de atuação junto a Secretaria de Defesa Social (SDS). “No ano
passado, nossos dados foram questionados. Nesse ano precisamos chegar em
um denominador comum com o governo. É muito importante também que eles
deem uma atenção e aumente o efetivo policial”, completou Suzineide Rodrigues. (Fonte: Folha de PE)





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