Consideradas permanentes, as culturas de
manga e uva tiveram uma participação representativa no crescimento de
5,3% da agropecuária em 2018 na comparação com 2017 – saldo positivo que
contribuiu para o resultado final do Produto Interno Bruto (PIB)
pernambucano de 1,9%, desempenho inclusive superior ao nacional, que
alcançou 1,1%. Os dados foram divulgados nesta semana pela Agência
Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem), com
os resultados das contas estaduais trimestrais e o fechamento do ano.
Em valores correntes, a soma de todas as
riquezas produzidas em Pernambuco no ano passado atingiu R$ 182,8
bilhões. Em 2017, o resultado tinha ficado em R$ 172,3 bilhões, um
superávit de 2% em relação a 2016. O crescimento do PIB estadual é
atribuído em grande medida ao agronegócio, único segmento com expansão
relevante. Além da agropecuária, com seus 5,3%, a indústria e serviços
também motivaram o saldo positivo, com seus 2,0% e 1,7% respectivamente.
“Em 2018, o produtor rural encontrou
muitas intempéries, tivemos a crise da greve dos caminhoneiros, as
chuvas acumuladas no fim do ano, dentre outras. Mas, antes de tudo, o
agricultor é um forte e sabe da responsabilidade que ele tem com
milhares de trabalhadores e suas famílias”, comentou o presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Petrolina, Jailson Lira.
Segundo ele, o setor agrícola deu
importante contribuição para a geração de empregos, para o saldo
positivo da balança comercial e para a queda da inflação no ano passado.
“Tudo isso mostrou a importância do setor agropecuário pernambucano para a economia e a sociedade brasileira”, analisou.
Transtornos
Se os números da categoria dão fôlego
para o PIB, alguns transtornos têm preocupado os fruticultores. O
presidente da entidade sindical vem cobrando do governo do estado uma
maior atenção à Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado
de Pernambuco (Adagro). Desde o ano passado, o sindicato solicita a
emissão digital do PTV (permissão de trânsito para vegetais).
De acordo com Jailson, a emissão do
documento de forma virtual vai agilizar os processos de liberação das
cargas de frutas, que hoje são realizados somente pela Adagro e
dificultam a vida dos produtores ocasionando perdas na comercialização e
entrega das mercadorias.
O presidente do Sindicato dos Produtores
Rurais de Petrolina adiantou também que há mais de uma semana a Adagro
está em greve e só emite o PTV durante dois dias na semana. “Nesta
situação, permanecemos com as uvas nas câmaras frias, as cargas sem
seguir viagem e os produtores somando prejuízos. Precisamos de uma
solução urgente para evitar perdas na produção”, concluiu. (Fonte: CLAS Comunicação)





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