O Sertão está do jeito que o nordestino
gosta de ver: nesta época do ano, a vegetação, que parecia estar morta,
renasce. Mas a exuberância da caatinga nem de longe representa o fim de
um problema bem conhecido por lá.
“Plantei milho, plantei feijão… Eu
plantei na chuva, que a chuva boa foi no mês de dezembro, só que não
vingou. Porque não teve mais chuva”, resume a agricultora Neuza Maria da
Costa Souza.
Agora
que o período chuvoso já passou, é possível perceber que não foi o
suficiente para as plantações se desenvolverem, e nem para encher os
reservatórios de água.
Segundo
a Defesa Civil de Pernambuco, 1,6 milhão de pessoas foram afetadas pela
seca no estado, sendo 700 mil só na região do Sertão, que choveu 10% a
menos que o esperado para este ano até agora, de acordo com a Agência
Pernambucana de Águas e Clima (Apac).
Os
prejuízos provocados pela seca em todo o Nordeste já chegam perto de R$
3 bilhões, segundo a Confederação Nacional dos Municípios.
‘Seca verde’
Por
outro lado, a caatinga conseguiu se recuperar, e está florescendo. Este
cenário de contrastes caracteriza o fenômeno que os especialistas
chamam de seca verde.
“Significa
que é seca, pelo fato de a gente não estar conseguindo produzir o
feijão, o milho e a mandioca, que são culturas tradicionais e de
subsistência dos agricultores. É verde porque está conseguindo produzir a
forragem, que é própria da caatinga. Aí essa forragem serve para
agropecuária”, explica Nélio Gurgel, agrônomo do Instituto Agronômico de
Pernambuco.





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