O plenário da Câmara aprovou nesta quarta-feira (8) projeto de lei que
reconhece e legaliza benefícios tributários concedidos a igrejas pelos
estados, por meio da renúncia de ICMS (Imposto sobre Circulação de
Mercadorias e Serviços).
Ainda é preciso votar os destaques do texto, que depois segue para o Senado.
O
projeto de lei convalida todos os incentivos concedidos unilateralmente
pelos estados. Pela legislação, ao conceder uma redução de ICMS, o
estado tem que submeter essa decisão ao Confaz (conselho que reúne os
secretários de fazenda dos 27 estados e Distrito Federal).
Na prática, porém, os estados não cumprem essa exigência, praticando o
que ficou conhecido como guerra fiscal. Sem a aprovação do Confaz,
porém, os benefícios podem ser contestados.
O grande volume de
incentivos acumulados virou uma fonte de insegurança jurídica para
muitas empresas que usam dos benefícios. Em 2017, para resolver esse
problema, o Congresso aprovou um projeto de lei que revalidou todos os
incentivos fiscais concedidos ilegalmente pelos estados para o setor
produtivo, fixando um prazo de validade.
Os benefícios
concedidos a empresas do setor industrial receberam 15 anos de vigência.
Para outros setores, como comércio, importação e agronegócio, o tempo
de validade é menor e varia de três a oito anos.
Com o projeto
aprovado nesta quarta, as igrejas ganham tratamento equivalente ao do
setor industrial, o mais sensível a mudanças tributárias e, por isso, o
que recebeu o maior prazo de adaptação.
Folha-PE
quinta-feira, 9 de maio de 2019
Câmara aprova projeto que legaliza benefício tributário para igrejas
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