Houve ameaças de má recepção europeia a
Bolsonaro, mas não houve nada de errado. Bolsonaro conversou com o
presidente francês Macron, que acabou convidado a visitar a Amazônia.
E, ao mesmo tempo, houve uma vitória de
grande porte: um enorme acordo de livre comércio entre a União Europeia e
o Mercosul. Dois números: espera-se que, em 15 anos, o Brasil aumente
as exportações à UE em US$ 100 bilhões; e, com o acordo, o PIB
brasileiro pode crescer em US$ 125 bilhões no mesmo período.
Com isso, nossa economia, que está
devagar quase parando, tomaria um choque de entusiasmo, e demonstraria
que a reforma da Previdência, embora essencial, não é a única ferramenta
disponível para o aumento do emprego. Mas tudo foi ofuscado por uma
nuvem de pó: a prisão em Sevilha de um dos integrantes do grupo de apoio
à viagem presidencial, que tentou carregar 39 kg de cocaína para fora
do aeroporto de Sevilha. Como um comissário de bordo entra num avião da
Presidência com 39 kg de cocaína na mala? Como levou a cocaína, poderia
ter levado explosivos. Quem falhou na vigilância?
Quem viaja em comitiva presidencial,
seja ou não no avião do presidente, tem de ser examinado – com raios X,
revista pessoal, o que houver de mais seguro. A cúpula se esquiva: até o
Gabinete de Segurança Institucional diz que a questão é da FAB, não
dele. A poeira tapou a visão de tudo e de todos.





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