Tatiana Machado e José Augusto Rangel se conheceram em 2013, começaram a namorar em 2017 e vão trocar as alianças
no próximo sábado (18), em uma festa que foi pensada e construída em
seus mínimos detalhes por quase dois anos. O evento, que tinha tudo para
ser rodeado de boas lembranças, acabou virando um drama para os noivos.
Os dois moram no Rio de Janeiro, mas queriam comemorar o
matrimônio no Recife, junto à família de Tatiana, que é pernambucana. Só
não contavam com o extravio da mala onde, além de roupas e outros
itens, estava o vestido da noiva e um anel avaliado em R$ 42 mil.
“Também estavam nossos sapatos. O dele, inclusive, era uma surpresa. E
eu tive que contar na hora de descrever o que tinha na mala”, lamentou
Tatiana.
Desde que desembarcaram no Recife, na manhã do último sábado (11), eles
têm ido diariamente ao guichê da companhia aérea Azul. “Ligamos, mas o
telefone não pega. Então começamos a ir, no sábado mesmo, atrás de
informações lá no aeroporto. Para terminar, eles estão mudando de sala,
então estão com o serviço fora do ar”, diz Tatiana. “Já pensei em
desistir, adiar. Mas tem muita coisa envolvida, pessoas, dinheiro que já
foi investido. Enquanto isso a gente fica na expectativa de saber se
espera ou se vai atrás de outras roupas”, conta.
Após
a edição da Resolução n°400/2016, as malas acima de 10 quilos precisam
ser despachadas mediante um taxa que a companhia aérea estabelece. “Nós
pagamos R$ 50 para despachar, porque o vestido era pesado, tinha sapato,
agenda do casamento, tudo. Ainda despachamos de graça a mala de mão,
porque eles pediram já que o avião estava cheio”, lembra Tatiana. “A
mala de mão foi uma das primeiras a sair. Mas ficamos esperando até a
esteira ficar vazia e a maior não apareceu. E por isso sabemos que
ninguém pegou ali, na esteira, porque estávamos lá acompanhando”,
completa José Augusto.
De acordo com a Agência Nacional de
Aviação Civil (Anac), a bagagem pode permanecer na condição de
extraviada por, no máximo, sete dias em voos nacionais. “Na mesma hora
nosso voo tinha também para Campinas e Congonhas. Eles checaram e não
foi parar lá. Também não está no Galeão, que foi de onde viemos”, afirma
a noiva.
Dentre os pertencentes extraviados estão as joias que
ela usaria no casamento. “Eu passei cinco meses fazendo o meu vestido.
Gastei indo e vindo da costureira, que é de Volta Redonda, uma cidade do
Sul do Rio. Foi um vestido pensado por muito tempo, com o tecido que eu
queria, do jeito que eu queria. Onde eu vou conseguir algo assim até o
dia do casamento? Fora o investimento, o trabalho, o tempo”, lamentou.
“Dentro também estava o meu caderno com o nome de todos os fornecedores,
convites e senhas do casamento. É horrível o que está acontecendo com o
nosso sonho.”
A assessoria de imprensa da Azul respondeu,
apenas, que está tratando o problema diretamente com os clientes. “Até o
fim do prazo não podemos acionar a justiça. Temos que esperar. Mas nada
paga tudo isso que está acontecendo. A quebra de um sonho”, diz José
Augusto. “Vamos seguir esperando até o dia da festa”, completa Tatiana.
Fonte; Folha-PE
segunda-feira, 13 de maio de 2019
Noivos perdem bagagem às vésperas de casamento no Recife
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