Após fala polêmica sobre governadores do Nordeste, o presidente Jair Bolsonaro negou neste sábado (20) que tenha usado o termo "paraíba"
para criticar nordestinos e disse que as críticas foram direcionadas a
dois governadores: Flávio Dino (MA-PCdoB) e João Azevedo (PB-PSB).
"Falaram
agora que eu estou criticando o Nordeste, você viu? Dois governadores, o
do Maranhão e da Paraíba que são intragáveis", afirmou o presidente.
Nesta sexta (19), foi divulgado um vídeo em que Bolsonaro fala sobre
"governadores de paraíba" e cita o governador do Maranhão. "Não tem que
ter nada para esse cara [Dino]".
Os governadores do Nordeste
reagiram e cobraram explicações. À coluna Painel, Dino afirmou: "Só sei
que sou o pior dos gestores na visão dele, o que para mim é uma
honraria."
Bolsonaro respondeu atacando Dino e Azevedo e partidos de oposição.
"Eles [gestores do Nordeste] são unidos. Eles têm uma ideologia.
Perderam as eleições e tentam o tempo todo através das desinformações
manipular eleitores nordestinos", declarou, em provável referência ao
apoio dos governadores nordestinos ao candidato do PT à Presidência,
Fernando Haddad.
Para tentar argumentar que a relação com o
Nordeste é boa, Bolsonaro disse que sua esposa, Michelle Bolsonaro, é
filha de cearense. No Twitter, Bolsonaro replicou comentário publicado
pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, em que o ex-juiz afirma que o
presidente não se recusou a enviar tropas ao Ceará em momento de crise
de segurança pública.
"Um testemunho: em janeiro, na crise de
segurança do Ceará, o PR @jairbolsonaro , primeira semana de governo,
não hesitou em autorizar o envio da Força nacional e da Força de
intervenção penitenciária e em disponibilizar vagas em presídios
federais para as lideranças criminosas", escreveu Moro.
"Resultado,
em conjunto com o Governo Estadual, mesmo sendo o Governador do PT, a
crise foi controlada em semanas. Nada mais do que a obrigação. Mas
ilustra que o Nordeste tem sido tratado sem preconceito pelo Governo
Federal. Afirmações diferentes não resistem aos fatos", acrescentou o
ex-juiz.
Bolsonaro também negou que os atritos com governadores
da região possam atrapalhar a aprovação da reforma da Previdência no
Congresso. "O Parlamento não é tão raso como vocês estão pensando".
Em entrevista a jornalistas, o presidente informou que deve indicar o substituto de Raquel Dodge para a Procuradoria-Geral da República (PGR)
até 17 de agosto – o mandato de Dodge vai até setembro. Assim, haveria
prazo suficiente para que a pessoa escolhida seja sabatinada pelo
Senado.
Sobre a indicação do filho Eduardo Bolsonaro (PSL),
deputado federal por São Paulo, para a vaga de embaixador nos Estados
Unidos, o presidente acredita que o governo norte-americano não terá problemas com a escolha. "Eu duvido que o governo americano dê sinal contrário, mas, se quiser, a gente vai respeitar", disse.
Fonte; Folha-PE
domingo, 21 de julho de 2019
Bolsonaro nega ter falado 'paraíba' como crítica a nordestinos
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