O governo desistiu de dividir o pagamento das duas últimas parcelas do
auxílio emergencial, cujo valor varia de R$ 600 a R$ 1.200 por mês. A
ideia de fatiar a liberação das parcelas de julho e agosto do benefício
foi apresentada pelo ministro Paulo Guedes (Economia) no fim de junho,
quando o governo anunciou a prorrogação do auxílio por mais dois meses.
No entanto, a equipe econômica e a Caixa, responsável pelo pagamento,
avaliaram que a operação de dividir as parcelas em cotas dentro do mesmo
mês seria muito complexa. "Do ponto de vista operacional, respeitando a
questão da pandemia, é muito mais simples, muito mais direto. Evita
confusão. [...] Portanto, são duas [parcelas] de R$ 600", afirmou o
presidente da Caixa, Pedro Guimarães, nesta sexta-feira (17).
O auxílio emergencial é pago a trabalhadores informais, autônomos,
desempregados e microempreendedores individuais (MEIs), cuja renda foi
reduzida durante as medidas de isolamento social para tentar conter a
transmissão do novo coronavírus. No fim do primeiro semestre, o governo
vinha sendo pressionado pelo Congresso a prorrogar o benefício, apesar
do custo do programa emergencial.
A estratégia adotada, portanto, foi estender o auxílio com o mesmo valor
(R$ 600), sem precisar enviar um novo projeto para o Congresso –a
aprovação legislativa seria necessária caso houvesse alteração no valor.
A prorrogação foi feita por decreto.
No caso de mãe chefe de família o valor chega a R$ 1.200 por mês. Ao todo, o programa já atendeu cerca de 65 milhões de pessoas.
O Ministério da Cidadania publicou nesta sexta (17), no Diário Oficial
da União, o calendário das parcelas restantes do auxílio emergencial,
incluindo a quarta e a quinta.
Os novos pagamentos serão realizados em ciclos, obedecendo o mês em que o
trabalhador recebeu a primeira parcela do benefício ou o período de
inscrição no programa federal.
O valor será primeiro liberado no Caixa Tem para o pagamento de contas,
de boletos e para realização de compras por meio de cartão de débito
virtual ou QR Code. Os saques e as transferências bancárias obedecem
outro calendário.
Fonte; Folha-PE
sábado, 18 de julho de 2020
Governo desiste de dividir parcelas do auxílio emergencial
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