
Os Estados Unidos estão preparando novas sanções contra autoridades brasileiras, segundo o analista de assuntos internacionais Lourival Santana, da CNN. As medidas devem ser anunciadas na próxima semana e terão como alvo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e integrantes do governo Lula. A iniciativa seria uma retaliação às punições contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-SP) e aos avanços na regulamentação das big techs no Brasil.
De acordo com o analista, as sanções teriam como base a Lei Magnitsky, uma legislação dos Estados Unidos que autoriza a aplicação de medidas econômicas e restrições de entrada no país contra pessoas acusadas de corrupção ou de violar direitos humanos.
Entre as sanções previstas, Lourival Santana detalha:
- Congelamento de bens e ativos mantidos em território norte-americano.
- Bloqueio de acesso a serviços bancários e comerciais.
- Aplicação de sanções secundárias, que atingiriam empresas ou instituições que mantenham negócios com os alvos da lista.
Impasse nas Negociações Comerciais
A notícia das sanções surge em um momento de impasse nas relações comerciais entre os dois países. A poucos dias do prazo para a entrada em vigor de tarifas de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, a Casa Branca avalia não ter percebido envolvimento relevante ou ofertas significativas do Brasil na negociação de um acordo. Essa afirmação foi feita por uma autoridade do governo americano ao jornal “Folha de S. Paulo”.
Por outro lado, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que o processo formal de tratativas está travado devido à falta de um “sinal verde” por parte da Casa Branca. As ofertas, segundo o Brasil, já estariam em negociação antes mesmo do presidente americano, Donald Trump, anunciar a elevação da tarifa de 10% para 50%.
O governo brasileiro, no entanto, reitera que não fará concessões em relação às questões políticas utilizadas por Trump para justificar as tarifas. O presidente americano declarou que as aplicaria, em parte, devido a uma “caça às bruxas” contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tentou contato com seu homólogo nos Estados Unidos, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, mas teria recebido como resposta a informação de que o processo está na Casa Branca. Já o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, conversou com o secretário do Comércio, Howard Lutnick, e a mensagem que teria sido passada ao ministro é que a decisão sobre a negociação também está com Trump.
Nesta sexta-feira (25), o presidente Lula afirmou que Alckmin tenta diariamente, sem sucesso, negociar com os Estados Unidos. “Todo dia ele liga para alguém e ninguém quer conversar com ele”, disse o petista.
Fonte; Gazeta Brasil




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