
empresário Pablo Marçal à inelegibilidade por oito anos. A nova sentença, proferida na noite de terça-feira (22) pelo juiz Antonio Maria Patiño Zorz, da 1ª Zona Eleitoral, é resultado de uma ação movida pelo PSB, partido da deputada Tabata Amaral, que foi candidata à Prefeitura de São Paulo em 2024. Ainda cabe recurso à decisão.
Segundo o magistrado, Marçal cometeu uma série de irregularidades durante a campanha eleitoral do ano passado. Entre as condutas apontadas estão ofensas a adversários — como a acusação de que Guilherme Boulos seria usuário de drogas — e críticas à Justiça Eleitoral, além de vincular supostos atos ilícitos à campanha de Tabata. O juiz classificou as ações como “altamente reprováveis” e “violadoras do princípio da legitimidade das eleições”.
O influenciador também teria burlado regras de financiamento ao compartilhar links para que eleitores imprimissem materiais de campanha por conta própria, repassando a eles os custos e a responsabilidade pela produção.
Durante o período eleitoral, Marçal realizou sorteios em redes sociais, ofereceu prêmios em dinheiro para quem compartilhasse seus conteúdos e utilizou influenciadores digitais para ampliar seu alcance, mesmo após ter seus perfis suspensos temporariamente.
Na nota divulgada após a condenação, Marçal afirmou ter recebido a decisão “com serenidade” e disse ter “total convicção” de sua inocência. Ele afirmou estar confiante na reversão da decisão em instâncias superiores.
Apesar de ser a terceira condenação por inelegibilidade, o prazo de oito anos não se acumula. Caso todas as sentenças sejam mantidas, Marçal ficará impedido de disputar eleições até 2032.
Nos processos anteriores, ele foi acusado de abuso de poder econômico, uso indevido das redes sociais e captação ilícita de recursos. Uma das decisões ainda determinou o pagamento de multa no valor de R$ 420 mil.
As ações foram movidas pelo PSB e destacam que os conteúdos publicados por Marçal tiveram grande repercussão, sendo acessíveis a milhões de seguidores em plataformas como TikTok, YouTube e Instagram.
Fonte; Gazeta Brasil




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