
O Senado Federal aprovou, nesta quinta-feira (7), o Projeto de Lei 2.692/2025, que atualiza a tabela mensal do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e amplia a faixa de isenção para trabalhadores que recebem até R$ 3.036 por mês — o equivalente a dois salários mínimos em 2025. O texto segue agora para sanção presidencial.
A votação foi simbólica e durou cerca de 15 minutos, sem registro nominal dos votos. A proposta foi apresentada pelo líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), e relatada no Senado pelo líder do PT na Casa, senador Jaques Wagner (PT-BA).
“Parabenizo a Casa por ter compreendido a importância desse projeto para todos os trabalhadores e aposentados que ganham até dois salários mínimos. O objetivo é esse”, declarou Wagner após a aprovação.
A atualização da faixa de isenção do IRPF tem ocorrido de forma gradual nos últimos anos. Em 2023, o limite era de R$ 2.640; em 2024, subiu para R$ 2.824; e agora, em 2025, chegará a R$ 3.036. O novo valor acompanha o reajuste do salário mínimo, que passou a ser de R$ 1.518 neste ano.
A medida beneficia diretamente os trabalhadores de baixa renda, ao reduzir a carga tributária para quem recebe até dois salários mínimos mensais.
Próxima etapa: faixa de isenção de até R$ 5 mil
O Congresso deve analisar até o fim do ano uma nova proposta que amplia ainda mais a faixa de isenção do Imposto de Renda, desta vez para contribuintes com renda mensal de até R$ 5.000. Essa mudança é considerada uma das prioridades do governo e tem como meta entrar em vigor já em 2026 — ano de eleições.
A proposta está em discussão na Câmara dos Deputados, onde já foi aprovada por uma comissão especial. A expectativa é de que seja votada em plenário nos próximos meses. Após a aprovação na Câmara, o texto ainda precisará passar pelo Senado.
Além de ampliar a isenção, o projeto também prevê descontos no IR para contribuintes que recebem até R$ 7.350 mensais.
Com a aprovação do PL 2.692/2025, o governo federal dá mais um passo na reforma do Imposto de Renda, prometida ainda durante a campanha presidencial.
Fonte; Gazeta Brasil.




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