A Polícia Federal intimou o teólogo Caio Modesto
para prestar depoimento presencial, em uma apuração que cita suspeitas
de homofobia e racismo relacionadas a um vídeo em que ele comenta
doutrinas bíblicas sobre casamento.![]()
Caio afirmou que a intimação ocorreu após uma denúncia envolvendo uma fala feita em contexto religioso e teológico. Segundo ele, a declaração expressa uma convicção “de natureza religiosa”, baseada na fé cristã histórica e no ensino das Escrituras.
No vídeo, Caio disse: “O matrimônio bíblico é somente entre um homem e uma mulher, o que passar disso é obra do inimigo”. Em seguida, ele sustentou que a frase não teria relação com ódio ou hostilidade, mas com a exposição de um entendimento doutrinário dentro da tradição cristã e sob o amparo da liberdade religiosa e da liberdade de expressão.
Ele também declarou que não houve, em sua fala, incentivo à violência, à exclusão social ou à negação de dignidade. “Em nenhum momento houve incitação à violência, à exclusão social ou à negação da dignidade humana, a qual reconheço e respeito em todas as pessoas, independentemente de suas escolhas pessoais”, afirmou.
Ao explicar o fundamento teológico, Caio citou a passagem de Romanos 1 e disse que, no entendimento dele, o texto bíblico trata a rejeição da “ordem criada por Deus” como consequência de afastamento da verdade revelada, e não como “redefinição legítima” do que Deus teria instituído. Para o teólogo, trata-se de um ensino interno à fé cristã, expresso em ambiente religioso, e não de discurso de ódio.
Após tornar o caso público, Caio afirmou que recebeu apoio de cristãos que se mobilizaram em oração. Em uma mensagem, ele agradeceu pelas orações e contribuições, e disse que ficou mais tranquilo após as manifestações recebidas. Ele também mencionou um trecho de 1 Coríntios 12:26 ao falar de comunhão, afirmando que, quando um membro sofre, os demais sofrem com ele.
Caio ainda criticou o que considera um ambiente de pressão contra manifestações religiosas nas redes sociais. “Hoje em dia, expressar a fé nas redes sociais é como entrar no coliseu entre os leões. Aquilo que sempre foi convicção cristã agora é vigiado, criticado e até tratado como crime”, declarou.
Diante da repercussão, o advogado Benoni Mendes comentou o episódio e afirmou que líderes religiosos podem ser alvo de investigações por explicarem sua fé. Ele também pediu apoio ao teólogo, avaliando que o inquérito pode ter desdobramentos jurídicos relevantes e defendendo que um líder religioso deve poder expor aos fiéis o conteúdo dos textos sagrados em que acredita.




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