
A inflação na Região Metropolitana de Salvador disparou em março e atingiu o maior nível do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta sexta-feira (10), o índice ficou em 1,47%, mais que o triplo do registrado em fevereiro (0,40%) e acima da média nacional, que foi de 0,88%.
De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), esse é o maior resultado para a região em quatro anos. O aumento foi puxado principalmente pelos preços dos combustíveis e dos alimentos.
O grupo de transportes teve alta de 4,79%, a maior em mais de 20 anos. A gasolina foi o principal destaque, com aumento de 17,37% — o maior em três décadas. Outros combustíveis também subiram bastante, como o diesel e o etanol, que registrou alta de 10,14% em Salvador, bem acima da média nacional.
Os alimentos também pesaram no bolso do consumidor. A inflação desse grupo foi de 2,26%, a maior em seis anos. Entre os itens que mais subiram estão a batata-inglesa, com aumento de 55,15%, e o tomate, que ficou 49,25% mais caro. Dos dez produtos com maior alta no mês, sete são alimentos consumidos em casa.
Apesar da forte alta, alguns itens ajudaram a segurar a inflação. Houve queda nos preços de vestuário (-0,41%) e habitação (-0,30%), com destaque para a redução no valor da energia elétrica (-0,44%). Serviços como hospedagem (-5,57%) e transporte por aplicativo (-5,95%) também ficaram mais baratos.
Com o resultado de março, a inflação acumulada na Região Metropolitana de Salvador chegou a 2,39% no primeiro trimestre de 2026, a maior do Brasil no período. Segundo o IBGE, o aumento generalizado dos preços, especialmente de combustíveis e alimentos, foi o principal fator para o avanço do índice.
Fonte; Gazeta Brasil.




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