
A avaliação do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no combate à corrupção divide a opinião dos brasileiros, mas a maioria aponta piora. Levantamento do PoderData concluiu que 47% dos entrevistados consideram que as irregularidades aumentaram desde que o petista assumiu seu terceiro mandato, há quase três anos e meio.
De acordo com a pesquisa, realizada entre 30 de maio e 1º de junho de 2026, outros 28% dos participantes acham que o nível de corrupção permaneceu igual. Já 21% disseram que houve redução. Os 5% restantes não souberam ou não quiseram responder.
O percentual dos que enxergam melhora subiu três pontos em relação ao levantamento anterior – na ocasião, 18% viam queda na corrupção. Naquele período, o governo lidava com as consequências dos descontos irregulares em aposentadorias do INSS, caso que envolveu Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho do presidente. O site Poder360 revelou, em dezembro de 2025, que Lulinha mantinha uma relação próxima e possível sociedade empresarial com Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Já na edição mais recente da pesquisa, o cenário é outro. O governo enfrenta agora a repercussão do escândalo envolvendo o Banco Master. Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da instituição, citando crise de liquidez, falhas na gestão de riscos e descumprimento de normas do Sistema Financeiro Nacional. Daniel Vorcaro, fundador do banco, foi preso. Ele se reuniu com Lula e visitou o Palácio do Planalto pelo menos quatro vezes em 2023 e 2024.
Como a pesquisa foi feita
O PoderData é uma empresa do grupo Poder360 Jornalismo. O levantamento foi feito com recursos próprios, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas realizadas em 166 municípios de todas as 27 unidades da federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança é de 95%.
Para garantir que os entrevistados representem proporcionalmente a população por sexo, idade, renda, escolaridade e localização, a equipe chega a fazer mais de 100 mil chamadas até completar as 2.500 entrevistas necessárias.
Fonte; Gazeta Brasil.




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