
O governo federal antecipou o calendário de pagamento do Bolsa Família e liberou o repasse do benefício já com reajuste de 15% para todos os cadastrados até esta quarta-feira (21) — exatamente quatro dias antes do segundo turno das eleições presidenciais. A justificativa oficial apresentada pela gestão foi a prevenção contra possíveis impactos climáticos causados pelo fenômeno El Niño. A medida de calendário antecipado também será aplicada nos meses de novembro e dezembro.
Os novos valores começaram a ser depositados nesta segunda-feira (19), após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ter assinado o reajuste em 17 de setembro. A correção de 15,04% corresponde à reposição integral do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado desde o lançamento da nova versão do programa, em 2023, até agosto de 2026.
Como fica o novo cronograma de saques
Com o encurtamento do calendário, a liberação por final do Número de Identificação Social (NIS) foi concentrada em apenas três dias:
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Segunda-feira (19): NIS com final 1
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Terça-feira (20): NIS com final 2
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Quarta-feira (21): NIS com finais 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9 e 0
Com a atualização, o piso mínimo pago por família passou de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio mensal subiu de R$ 675 para R$ 777, representando uma alta nominal de aproximadamente R$ 100 por família beneficiada.
Impacto orçamentário e justificativa do governo
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, a medida terá um impacto fiscal de R$ 5,8 bilhões em 2026, contabilizado a partir da folha deste mês de outubro. Para o exercício de 2027, o custo estimado será de R$ 22 bilhões, valor que será incorporado ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) em tramitação no Congresso Nacional.
O Ministério da Fazenda assegurou que há total margem orçamentária e disponibilidade de caixa para custear o reajuste. Segundo Durigan, parte da sobra de recursos que viabilizou a medida decorre da zeragem da fila de espera do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sem a necessidade de abertura de créditos extraordinários fora do teto de gastos.
Diante de questionamentos sobre o apelo político da medida — anunciada originalmente 17 dias antes do primeiro turno das eleições —, o Palácio do Planalto negou qualquer finalidade eleitoreira. O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, reforçou que o reajuste e a readequação do calendário já vinham sendo estruturados tecnicamente antes do período eleitoral e que contavam com espaço fiscal previamente mapeado.
Fonte; Gazeta Brasil.




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