
O dólar comercial fechou em queda de 0,08%, cotado a R$ 5,216 nesta sexta-feira (2). A moeda americana atingiu máxima de R$ 5,239 e mínima de R$ 5,196 durante a sessão. Já o Ibovespa, principal índice da B3, encerrou o pregão em forte alta de 2,63%, aos 192.114,55 pontos, deixando de lado a cautela pré-eleição.
O índice acionário chegou a registrar quedas momentâneas influenciado por dados de emprego mais fracos nos Estados Unidos, mas firmou o viés positivo na parte da tarde.
O pregão foi marcado pela combinação de fatores externos e domésticos. Nos Estados Unidos, o relatório de emprego (payroll) mostrou a criação de 29 mil vagas em setembro, bem abaixo das cerca de 90 mil esperadas por economistas. A taxa de desemprego ficou em 4,2%, ante expectativa de 4,1%.
Os números reforçaram a percepção de alívio na pressão sobre o Federal Reserve (Fed), o que reduziu os rendimentos dos Treasuries e favoreceu ativos de risco em mercados emergentes.
Eleições e volatilidade
A proximidade do primeiro turno das eleições, marcado para este domingo (4), elevou a volatilidade dos ativos brasileiros. Segundo Lucas Xavier, head da mesa de renda variável e sócio da AW Capital, o pregão representou a última janela para investidores ajustarem posições antes do pleito.
O especialista destacou que a forte variação levou à retomada das compras no período da tarde, concentrada em ações menos expostas ao cenário político, como o Banco do Brasil. Em contrapartida, os juros futuros oscilaram refletindo a percepção de risco dos agentes econômicos.
Petrobras
As ações da Petrobras também impulsionaram a recuperação do Ibovespa. Os papéis da estatal subiram cerca de 2%, impulsionados pela alta do petróleo Brent, que se manteve acima da marca dos US$ 100 durante a sessão.
Fonte; Gazeta Brasil.




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