A média mostra que, de janeiro até
agora, pouco mais de 1 mulher (1,13) foi agredida por dia na área de
abrangência do 23º Batalhão com sede em Afogados da Ingazeira. Essa
conclusão é fruto de um levantamento feito pela redação do Grupo Radar
do Sertão nesse dia que antecede o 8 de março, Dia Internacional da
Mulher.
Segundo os registros de “Violência
Doméstica” feitos pela Polícia Militar, até agora foram 34 casos desse
tipo registrados. Não foi levado em consideração na contagem os casos
registrados pela polícia como “Ameaça”, mas que também envolviam
mulheres e seus companheiros ou ex-companheiros.
Afogados da Ingazeira foi a cidade mais
violenta para as mulheres com 23 casos registrados. Em seguida vem São
José do Egito (3 casos), Carnaíba (2 casos), Iguaracy (2 casos), Tabira
(1 caso), Itapetim (1 caso), Solidão (1 caso) e Tuparetama (1 caso).
A cidade de Afogados da Ingazeira também
assume a posição de liderança quando o assunto é “Quebra de Medida
Protetiva”, aquela em que o sujeito está proibido por ordem judicial de
se aproximar da mulher.
Foram 7 casos desse tipo registrados
pela Polícia Militar em Afogados da Ingazeira, seguida de 1 caso em
Tabira e mais 1 em Iguaracy. Totalizando 9 ocorrências registradas nesse
sentido e que somadas aos casos de “Violência Doméstica” fica um saldo
de 43 situações em que as mulheres foram agredidas, ameaçadas ou tiveram
seu sossego perturbado.
A Lei Maria da Penha existe e tenta
combater esse tipo de situação contra as mulheres, os órgãos de
segurança e de apoio também vivem nessa luta, mas a verdade é que elas
continuam sendo vítimas do ódio daqueles que deveriam lhes oferecer
proteção e amor. Lamentável!
Por: Blog do Nill Junior





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