Técnicos da Compesa, Companhia
Pernambucana de Saneamento, explicaram que das 62 barragens que estão
sob responsabilidade da empresa, 25 são classificadas como de “alto
risco”. A classificação não significa que existe perigo imediato de
rompimento, mas se refere à alta intensidade de danos se houver algum
desastre. Trata-se de barragens muito robustas e que pelas
características físicas, poderiam ocasionar muitos prejuízos em caso de
rompimento.
O gerente de Planejamento Operacional da
Compesa, Hudson Pedrosa, explicou que a Companhia faz um monitoramento
constante das estruturas. “A gente está priorizando essas 25 barragens e
estaremos concluindo essas inspeções periódicas até o final de abril.
Essas inspeções que vão nortear o nosso plano, vão apontar as anomalias
que forem encontradas e as soluções para que garanta, ao máximo, a
segurança das barragens.”
Até o momento, 15 barragens foram
inspecionadas, mas não foi encontrado nenhum tipo de risco. Já o DNOCS,
Departamento Nacional de Obras contra a Seca, está responsável pela
vistoria de 39 barragens em Pernambuco. O coordenador estadual, Marcos
Rueda, relatou a falta de recursos e de pessoal qualificado para atuar
nas inspeções. “O DNOCS hoje, ele tenta cumprir o que determina a lei de
segurança de barragens, mas com algumas deficiências, por questão de
pessoal. Hoje o DNOCS só conta com um engenheiro civil para fazer todas
as obras do DNOCS, para fiscalizar, para executar, para preparar termo
de referência.”
Sobre a situação de Jucazinho, em
Surubim, no Agreste Setentrional, Rueda informou que as obras
emergenciais necessárias para evitar riscos de rompimento devem ser
concluídas até o mês de novembro. Por enquanto, não há perigo porque a
barragem opera com apenas 2,7% da capacidade. Ele também ressaltou que
já está sendo implementado o Plano de Ação Emergencial na região, que
define as ações e alertas em caso de eventuais problemas. A APAC,
Agência Pernambucana de Águas e Clima, também enviou representantes ao
debate.
O coordenador da Comissão, deputado
Antônio Moraes, do PP, se disse preocupado com as informações
recebidas. “Uma coisa que nos preocupou bastante foi quando a APAC
colocou que nós temos mais de 100 barragens que são consideradas
barragens ‘órfãs’, porque não tem ‘dono’. Ninguém sabe quem cuida dessas
barragens e até se houver alguma dificuldade, quem vai responder por
isso?” O parlamentar se comprometeu a acompanhar a situação.
O presidente do Conselho Regional de
Engenharia e Agronomia de Pernambuco, Evandro Alencar, declarou que o
CREA não verificou risco imediato de rompimento na barragem de Serro
Azul, em Palmares, na Mata Sul, mas que há necessidade de reparos na
estrutura, que já foram comunicados ao Governo do Estado.





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