Fui retirado da Praça dos Três Poderes.
Com dezenas de viaturas, dezenas de policiais armados e ameaça de prisão.
Mas o que carregava comigo não pode ser removido:
Minha fé, minha convicção, meu silêncio.
O jejum permanece.
A oração continua.
A resistência está viva.
Porque o que nasceu diante dos homens, foi selado diante de Deus.
Minha presença era pacífica, silenciosa e constitucional.
Estava amparado por direitos que não podem ser ignorados:
Artigo 5º da Constituição Federal, incisos:
IV — é livre a manifestação do pensamento;
VI — é inviolável a liberdade de consciência e de crença;
IX — é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
XVI — todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização.
Artigo 53 da Constituição Federal — garante a inviolabilidade dos parlamentares por suas opiniões, palavras e votos, estendendo a proteção a atos simbólicos de manifestação.
Artigo 1º, parágrafo único — “Todo poder emana do povo”, e é a ele que devo minha voz — e meu silêncio.
Não estava armado.
Não incitei ninguém.
Não ofendi qualquer autoridade.
Estava apenas exercendo meu direito como cidadão e parlamentar.
Luto contra a injustiça.
Contra a covardia institucional.
Contra o silêncio que sufoca a nossa liberdade.
Continuo com:
– A Bíblia na mão
– A Constituição no coração
– O esparadrapo na boca
– E a mesma coragem que me levou até lá
Me arrancaram da praça, mas não do propósito.
Não se afasta o homem de suas convicções, nem com o uso da força.
O que fiz foi só o começo.
O Brasil não será calado — nem pela força, nem pelo medo.
Seguimos em silêncio, mas não em omissão.
Seguimos com Deus.
E com Ele, não se recua.
Hélio Lopes
Deputado Federal (PL-RJ).
Matéria da Rede Social ( x) do deputado




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