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O que era para ser um momento de felicidade e celebração de um novo emprego se transformou em um bate-boca generalizado entre o prefeito de São Lourenço da Mata, no Grande Recife, Vinícius Labanca (PSB), e cerca de 350 novos professores que foram empossados na sexta-feira (25).
Imagens enviadas ao g1 mostram o discurso do gestor, que começou em tom ameno, foi escalando a partir do momento em que Labanca destacou os gastos do município com previdência.
Professores ouvidos pelo g1, que não quiseram se identificar por medo de retaliações, afirmaram que não esperavam a presença do prefeito, já que os profissionais vinham enfrentando divergências quanto ao regime de trabalho proposto.
O edital do concurso previa o cumprimento de 40 horas semanais pelos professores. Desse total, de acordo com o Plano de Cargos e Carreiras municipal, dois terços são direcionados às atividades diretas com os estudantes, e um terço, ao planejamento de aulas.
Segundo os professores ouvidos, a prefeitura de São Lourenço da Mata dividiu a carga horária dos professores em oito horas diárias para os dois turnos, com apenas um dia por semana dedicado ao planejamento de aulas.
Dessa forma, a carga de atividade direta com os alunos seria de 32 horas semanais, ultrapassando o limite de 26 horas e 40 minutos, equivalente a dois terços de uma jornada de 40 horas. Os professores que tomaram posse haviam sido informados sobre a questão pelo sindicato de classe.
A cerimônia de posse aconteceu na manhã da sexta em um auditório da Comunidade Obra de Maria, localizada no bairro de Penedo. Nas imagens é possível ver os presentes deixando o auditório durante o discurso do prefeito.
Em outro vídeo, Labanca aparece batendo boca com uma profissional. Nas imagens, é possível ver quando a mulher aborda o prefeito para discutir o cálculo de pagamentos. Irritado, o prefeito esbraveja contratações e concursos realizados para professores e grita, por várias vezes, “só Labanca faz”.
Vinícius Labanca foi vaiado durante seu pronunciamento e chegou a estimular, com gestos , que os professores continuassem.
O gestor disse ainda que não faria acordo com sindicato e insinuou que os professores que lhe criticaram seriam “os 10%” que não votaram nele nas eleições de 2024, quando foi reeleito com 88,39% dos votos.
“Eu mostrei no meu primeiro dia de governo que não ia fazer acordo com sindicato, e não faço! Essa vaia entra no meu coração com a certeza de que eu estou fazendo a coisa certa. [...] Essa vaia é motivo de aplauso. Vou continuar trabalhando e continuem votando contra, sendo a minoria, os 10%”.
Para os professores ouvidos pelo g1 o discurso do prefeito durante a posse dos novos servidores foi "humilhante".
Outro professor lamentou a quebra de expectativa em relação ao momento que deveria ser de celebração junto com a família.
"Eu tenho 22 anos, consegui adiantar minhas cadeiras da faculdade só pra poder assumir esse concurso. Eu estava botando muita expectativa e ver ele falar daquela forma, com os meus pais do lado, sabe? Eles vieram de longe só pra prestigiar", compartilhou outro professor ao g1.
O que diz a prefeitura
Procurada para comentar o episódio de desentendimento entre o prefeito e os professores, a prefeitura de São Lourenço da Mata disse que a educação “exige decisões firmes e, principalmente, que os professores estejam dentro da sala de aula”. A gestão municipal disse ainda que:




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